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Archive for the ‘Ciência Política’ Category

Ainda dá pra ver a política em seu sentido positivo? Será que o STF, no julgamento do mensalão ajudará a isso? No link a segui faço alguns comentários sobre o tema.

O mensalão, a corrupção e a “fratura” no conceito de política.

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O professor Paul Singer esteve hoje no Roda Viva (TV Cultura). Sem dúvida, é um dos principais intelectuais brasileiros e tem se dedicado intensamente à questão da economia solidária, que define como uma alternativa ao capitalismo. A entrevista só consolidou a imagem que possuo do prof. Singer: um intelectual crítico e humanista.

Singer não esconde de ninguém sua “decepção” com o PT, que ajudou a fundar. Para ele, o crescimento do PT, inevitável, o transformou numa máquina eleitoral e lhe tirou a utopia, tão necessária ás verdadeiras mudanças. Hoje, o partido precisaria de uma oposição (de esquerda) que lhe tirasse da posição cômoda.

O debate contou com participações expressivas como Maria Victória Benevides e Ricardo Antunes. O jornalista Marcelo Parada tocou em uma questão que me interessa especialmente: qual a visão do mundo política que estes setores emergentes trazem consigo? Trata-se de setores que vai endossar uma visão crítica da política ou vão se render ao consumismo? Infelizmente o tema não foi aprofundado.

Fica o respeito pelo professor… um humanista e um educador de primeira linha, que fez sua opção partidária, mas nunca perdeu sua autonomia intelectual. Certamente, um exemplo.

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G. Therborn, sociólogo marxista (Cambridge), estará no Brasil para lançar “Do Marxismo ao Pós-Marxismo?” E, em entrevista à Eleonora de Lucena (Folha, Ilustríssima) situa os atuais movimentos de esquerda como “defensivos”, “incapazes de virar o jogo político”.

Segundo ele, o crash financeiro e a aceleração da desigualdade econômica não colocaram a esquerda na ofensiva social em lugar nenhum. Os grandes protestos, portanto, têm sido claramente lutas defensivas.  Mas, como explicar isto?

Acredito que ele nos dá uma boa chave para a interpretação quando diz que muitas mudanças estão acontecendo sem uma causa em comum“. Crash financeiro de um lado, Primavera Árabe de outro; Crise econômica na Europa de um lado, crescimento dos Brics de outro. A questão é que nada estaria tão fortemente conectado numa relação de causa e efeito.

O que parece ridículo, num mundo cada vez mais interligado por redes de comunicação. Mas, não é esta a questão, podemos até estar conectados pelas redes, mas não estamos motivados pelos mesmos problemas.

Isso não estaria fazendo com que os movimentos sociais perdessem sua maior conotação política? Sua capacidade de integração? É algo a se pensar. Por vezes não há como não ver em certos movimentos sociais um arremedo de luta política, principalmente aqueles que nascem das redes sociais. São agregadores, são! mas são impotentes, são acessórios, são esteticamente interessantes, mas potencialmente fracos. Parecem-me mais produtos para a mídia e, logo após, visibilizados, trazem o prazer e logo são esquecidos.

Therborn também comenta sobre a democracia (em seu sentido limitado, de eleições competitivas) e nos diz que ela não corre sérios riscos. Concordo, mas isso não quer dizer que ela não perca cada vez mais substância sob populismos e autoritarismos disfarçados. Mas, por que isto?

As crises econômicas atuais não são suficientemente fortes para incrementar a miséria e o desespero, segundo Therborn, como na década de 20 e 30.

O mundo, me parece, está cada vez mais conectado, mas, justamente por isso, as relações se tornaram mais complexas. Não há um determinismo simples do tipo centro-periferia. Isso, certamente, vai exigir uma nova forma de ação dos movimentos sociais.

Mas, aí esbarramos em outro problema: a força ideológica do individualismo atual, essencialmente burguês (consumista), de um lado, e outro individualismo existencial (afirmação do estilo de vida individual). Parece que vai sobrar pouco espaço para a solidariedade e para a empatia com o outro.

Therborn toca em assuntos centrais. Talvez não ofereça a melhor saída, mas nos leva a pensar. A mim, interessa dizer que vejo o mundo, embora conectado pela comunicação, desconectado na luta política, sem interesses comuns e marcado por um individualismo exacerbado e… politicamente impotente. Vamos ver no que isso vai dar.

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Que raios é esse “Presidencialismo de Coalizão”?.

Um princípio de discussão sobre esse conceito que cada vez menos explica as coisas.

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Os 6 anos do mensalão, suas origens políticas e o modelo que o perpetua.

Dificil pensar e escrever sobre corrupção sem uma forte indignação. Mas, é bom pensar sobre o que existe de fragilidade política nas relações entre o Executivo e o Congresso para não se ficar acreditando que tudo é culpa da “mídia” ou de “políticos inescrupulosos”. Talvez nós também tenhamos alguma culpa no cartório. Clique no link acima para ler.

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Reforma X Revolução (V. Safatle).

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A aspiração à Democracia no Mundo Árabe.

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Gostaria de abrir este blog dando destaque para a entrevista realizada pela prof. Luciana Veiga (UFPR), em 18/12/2010, com Timothy Power (Universidde de Oxford) e que se encontra, na íntegra, no boletim da ABCP de dezembro-janeiro/2011 (http://www.cienciapolitica.org.br). A entrevista teve como tema central a consolidação e internacionalização da produção da Ciência Política brasileira. Trata-se de uma preocupação antiga e, neste início de mês se realizou na USP a “Conferência Internacional de Ciência Política”, numa parceria de instituições internacionais e a ABCP (Associação Brasileira de Ciência Política). Timothy Power, então, na posição de brasilianista e diretor do Latin American Centre e do Brazilian Studies Programme, na Universidade de Oxford, pode ajudar nessa discussão.

Na entrevista, Power diz que, nos últimos 10 ou 12 anos a Ciência Política brasileira teria dado um salto em termos de internacionalização, principalmente com a expansão de encontros com pesquisadores estrangeiros, lá fora e aqui. O diálogo está bem mais intenso. Ele faz elogios ao surgimento da ABCP e à sua revista voltada para o público internacional. Mas, destaca que ainda é muito pequena a participação de pesquisadores brasileiros em revistas internacionais e, para isso, destaca que os cursos de pós-graduação não devem perder o foco da produção científica (elaboração de artigos, participação em congressos, etc.). Por fim, Power recomenda que se use, mais largamente, o modelo de “Summer School” principalmente voltados para cursos de metodologia quantitativa. Trata-se de um modelo que permite o intercâmbio de pesquisadores. Ele aproveita e cita o modelo exemplar implantado na UFMG. Por fim, Power destaca que o interesse pelas questões brasileiras tem crescido no exterior, não só pela política, mas por inúmeras áreas e setores. Segundo ele, são boas oportunidades para quem quer uma temporada de intercâmbio fora do país.

Abastecer as redações de jornais com boas análises de conjuntura, interceder em momentos de disputa eleitoral através de entrevistas e atuar decisivamente em assessorias de marketing eleitoral e pesquisa é bem interessante, mas o que vai consolidar a disciplina e permitir sua internacionalização crescente é a sua produção teórica cada vez mais arrojada.

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