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Archive for the ‘Corrupção’ Category

Ainda dá pra ver a política em seu sentido positivo? Será que o STF, no julgamento do mensalão ajudará a isso? No link a segui faço alguns comentários sobre o tema.

O mensalão, a corrupção e a “fratura” no conceito de política.

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Como sempre estou acompanhando questões questões que direta ou indiretamente estão vinculadas à “corrupção” no setor público sempre percebi que a questão da existência ou não de “provas materiais ou concretas” mereceu amplo destaque na defesa por parte de inúmeros acusados. Qualquer testemunho ou evidência parece perder total importância e, nesse sentido, tudo acaba por ficar restrito ao campo de uma “punição” simbólica, muito mais baseada na perda do cargo, por exemplo, ou na crítica feita pela mídia. Tem sido assim e isso explica boa parte do porquê não encontrar-se políticos na cadeia. Mas, é, de fato, uma questão embaraçosa e merece análise mais dedicada.

O fato é que parece soar sempre como uma situação onde “falta algo”, um buraco, um espaço de refúgio, uma área de escape. Não à toa a melhor resposta de um político que se sente ameaçado por acusações tem sido, desde sempre, e independente de colorações partidárias, apontar a existência de uma “conspiração” contra si. A tese conspiratória, em si, tem alta dose de fantasia, não há como negar. Por isso, por vezes, em meio a um escândalo político tudo parece soar como “embaraçoso”, confuso, sem pé nem cabeça.

É neste terreno pantanoso da fantasia que proliferam, portanto, teses as mais divergentes. O problema é começar a fazer disto uma regra, ou seja, onde não existe “prova concreta” vamos brincar de fantasiar. Neste aspecto, a História está cheia destes “buracos”, destas ausências de “provas concretas”. Lembrei de tudo isto quando li na Folha de S. Paulo de hoje que cada vez mais proliferam as teses de que Hitler, ao invés do suicídio, esteve mesmo na Patagônia. O que tem nisto tudo? Que desejos e necessidades movem estas tentativas de preencher o “buraco” com alguma tese. Nesse ponto, o desejo de ver Hitler “vivo” é o mesmo desejo de “não-morte” que o político levanta como bandeira ao dizer… “não existem provas concretas”. Nos aproveitamos desses “buracos” para potencializar nossas fantasias… quase sempre conspiratórias.

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USP: indignação contra a ordem das coisas no mundo???.

Ser é pra falar em “indignação”, também quero falar…

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Vai escândalo e vem escândalo político a força da mídia é sempre debatida. No caso Palocci a questão não poderia ficar de lado. Talvez por sua rapidez, tenha ficado mesmo a sensação de que a mídia o derrubou. Mas não acho que seja tão simples assim. Isso seria endossar aquelas teses que falam em “conspirações” e “golpes” da mídia. Na realidade, o que vejo é que a mídia tem tido um papel muito relevante como “ator político”, investigando, debatendo e denunciando. Um ator quase sempre mais forte que a oposição, até mesmo pelo seu alcance e maior legitimidade perante a opinião pública em geral.

No caso Palocci, portanto, a mídia não o derrubou. Ela fez o seu papel. Sim, fez o seu papel, a não ser que queiramos que a mídia seja oficialista e siga a “agenda positiva” dos governos. Então, uma vez que fez o seu papel, o que derrubou Palocci foi o seu próprio “silêncio”, ou melhor, sua incapacidade de falar sem que destruísse a si mesmo. Palocci criou uma situação fatal para si mesmo. Não adianta ninguém querer culpar a mídia por isso, nem que seja para vangloriá-la.

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Os 6 anos do mensalão, suas origens políticas e o modelo que o perpetua.

Dificil pensar e escrever sobre corrupção sem uma forte indignação. Mas, é bom pensar sobre o que existe de fragilidade política nas relações entre o Executivo e o Congresso para não se ficar acreditando que tudo é culpa da “mídia” ou de “políticos inescrupulosos”. Talvez nós também tenhamos alguma culpa no cartório. Clique no link acima para ler.

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Entrevista de Palocci

Bem… foi somente uma entrevista. Nem ao vivo foi. Nem uma coletiva foi. Foi até irritantemente editada e cheia de cortes e recortes. Muita expectativa foi criada por muito pouca coisa oferecida por Palocci. Lula fez o mesmo quando daquela entrevista em Paris, em julho de 2005, no auge do mensalão. Lembram? O repórter até tentou, mas Palocci precisa ser confrontado de forma mais incisiva e as investigações precisam encontrar mais elementos para que as conexões fiquem mais claras na cabeça do cidadão. Dilma vai reunir com Lula para avaliar a repercussão da entrevista? E aí? O que vão fazer? Não há muito o que fazer… a coisa continua na mesma. Ou alguém se convenceu de algo?

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