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Archive for the ‘Mensalão’ Category

Ainda dá pra ver a política em seu sentido positivo? Será que o STF, no julgamento do mensalão ajudará a isso? No link a segui faço alguns comentários sobre o tema.

O mensalão, a corrupção e a “fratura” no conceito de política.

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O Escândalo do Mensalão

O Escândalo do Mensalão.

Dissertação apresentada sobre a disputa pelo poder simbólico entre Lula e a Folha de S. Paulo na conjuntura do escândalo do mensalão. É só clicar e ler.

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09Uma grande base aliada pode ser bem frágil – Observatório da Imprensa, seção “Feitos e Desfeitas”, em 07/06/2011, ed. n. 645;

Novo artigo publicado no Observatório da Imprensa e que trata de uma hipótese acerca das CONDIÇÕES POLÍTICAS QUE GERARAM O MENSALÃO.

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Os 6 anos do mensalão, suas origens políticas e o modelo que o perpetua.

Dificil pensar e escrever sobre corrupção sem uma forte indignação. Mas, é bom pensar sobre o que existe de fragilidade política nas relações entre o Executivo e o Congresso para não se ficar acreditando que tudo é culpa da “mídia” ou de “políticos inescrupulosos”. Talvez nós também tenhamos alguma culpa no cartório. Clique no link acima para ler.

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Condições políticas que geraram o mensalão.

Que condições propiciaram o surgimento do mensalão? A seguir, ofereço uma hipótese explicativa para o surgimento desta prática nociva de relacionamento entre o Governo e o Congresso Nacional.

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As denúncias contra Palocci parecem apenas confirmar que existe, de fato, um monopólio da política em marcha desde os tempos Lula. Esse monopólio sustenta-se num projeto de dominação sem oposição, ou com uma existência desqualificada.

Chegando ao poder como a expressão da esperança, logo se percebeu que os passos dados por Lula eram expressão, de fato, de um ressentimento. Apoiou-se numa história pessoal trágica (como se de tragédias não fosse feita a vida de cada brasileiro), alardeou que ninguém era mais ético que ele (esquecendo-se que esse é o país do “jeitinho”) e colocou-se como o “protetor” de milhões de brasileiros, revivendo demagogias e populismos.

O PT, cuja história esteve sempre marcada por discussões internas fortes, logo após o escândalo do mensalão, sucumbiu ao poder irresistível de Lula e passou a orbitar em torno dele sem qualquer questionamento. Hoje, o que se vê é um PT que não ousa discutir, pois o projeto de poder e sua continuidade se colocaram sobre qualquer princípio partidário.

Desde o mensalão que houve uma desqualificação absoluta de toda crítica externa, uma desmoralização de toda tentativa da imprensa atuar. O PT quer governar sem oposição, tratando a tudo e a todos como “conspiradores”, “elitistas” (como se já não fosse o governo com maior transferência de renda para os setores financeiros), “preconceituosos” – traços claros de uma política de ressentimento, bem típica daqueles que adotam a “covardia moral” como estratégia de sobrevivência, sempre cobrando ao outro por seu infortúnio, gerando uma dívida que jamais será paga.

Isso não é cidadania.

Ontem, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, resumiu o escândalo que atinge o chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, como “palavras ao vento“. Isso me fez lembrar que em 2005, no auge das denúncias contra o mensalão, Zé Eduardo Cardozo foi o primeiro a sustentar a tese do “caixa dois”, desviando a atenção do tema “corrupção”. No dia seguinte, Delúbio e Valério foram à imprensa para dizer que o que tinham feito era caixa dois e mais um dia depois Lula deu aquela entrevista em Paris confirmando que todo mundo faz a mesma coisa.

Por seu lado, José Dirceu diz tratar-se de uma “crise forjada“, no mesmo estilo que, quando também no mensalão, definiu as críticas como “golpismo”. E aí, logo em seguida, vem outros membros partidários e dizem em coro: “é tudo um jogo da oposição“, mas, que oposição? A mesma que praticamente recebeu Dilma de braços abertos?

Houve um dia em que tive profundas simpatias por Lula e pelo PT, mas eles abusaram e hoje me tratam como um imbecil, um idiota, como se essas justificativas fossem suficientes. Só estão se comportando de uma maneira a acabar definitivamente com o “jogo político”.

Onde está Lula? Por que não se pronuncia? Daqui a algum tempo, quando a crise passar ele surgirá novamente. Não sabe o que dizer. Talvez só saiba dar palestras que custam centenas de milhares de dólares.

Quais foram os teus clientes Palocci?

Quantos funcionários tem a tua empresa?

Em 2005, a Folha de S. Paulo denunciava o comportamento de Lula como delirante, fantasioso, dissociado. O mesmo ocorre agora (talvez menos com Dilma, que optou pelo silêncio) com os petistas. eles aprenderam bem o que o chefe ensinou: danem-se os fatos… vale a palavra, repetida mil vezes.

Este monopólio da política é “primo” do chavismo. Mas, ainda é um primo distante. Desde que a oposição, cada vez mais, ocupe os espaços de discussão com um discurso forte, sem temer derrotas, sem temer o enfrentamento. É preciso restaurar o “jogo político”, do contrário só restará mesmo este “monopólio”, sustentado num baita ressentimento que nada tem de cidadão, e num desejo de poder irrefreável.

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Blindagem de Palocci me lembra novembro de 2005.

Palocci não cansa de fornecer elementos que “ferem” a boa política, mas sempre foi um homem de “confiança” da oposição.

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Últimas do Mensalão – VIII

Últimas do Mensalão – VIII.

Sobre recentes declarações de que o mensalão é “parte da História”…

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As Últimas do Mensalão – VII (a refiliação de Delúbio).

Mais um episódio…desta vez comento a volta de Delúbio ao PT.

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Em sua “entrevista da 2a”, a Folha de S. Paulo trouxe comentários do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, responsável pela denúncia do mensalão no STF, sobre o andamento do processo, em especial sobre a demora da PF em concluir o relatório sobre a origem do dinheiro do esquema, relatório que foi solicitado à PF cinco anos atrás. O ex-procurador defende a tese de que existem motivos suficientes para a condenação dos 38 réus, sendo o principal deles o fato de que parte relevante dos valores é de recursos públicos.

O ex-procurador diz que o resultado do relatório da PF confirma o que foi descrito na denúncia quanto às fontes dos recursos. O problema, segundo ele, é a demora, pois nem sempre o assunto foi prioridade na PF, afinal o tempo de 5 anos demonstra isso. Diante do fato de alguns indiciados estarem retornando a postos políticos o ex-procurador é bem claro: rata-se de uma “reabilitação política”, o que “não pode sugerir que tudo passou de uma invencionice. Estou plenamente qualificado a dizer que tal suposição é incorreta”. O fato é que, judicialmente, há elementos suficientes para a condenação dos réus. A palavra agora está com o Supremo Tribunal Federal. “Independentemente do resultado do julgamento, fica a afirmação de que coisas públicas devem ser usadas apenas com finalidade pública, para atender à sociedade. A Justiça tem importante função educativa”.

Fica claro na entrevista do ex-procurador o quanto esta disputa, que agora está no âmbito da Justiça, ainda tem de conteúdo simbólico. Quando ele diz que nada pode sugerir que se tratou de uma “invencionice” está se referindo à determinação explícita do ex-presidente Lula em oferecer um juízo sobre o caso negando a existência do mensalão e, no máximo, aceitando “erros eleitorais” referentes a “caixa dois”. Pela tese do ex-presidente os culpados destes erros já haviam sido punidos.

Não há dúvida que o ex-presidente se apóia na sua capacidade de impor uma hegemonia discursiva (uma explicação sobre o caso) para reduzí-lo a um “errar é humano” cuja punição se deu estritamente pela via partidária e política. Mas, e o papel da Justiça? O ex-presidente, na sua insistência discursiva, revela um apego demasiado frágil na justiça. Está certo que esta via também não significa a garantia de muita coisa, mas se reduzirmos tudo à política só restará como fonte de verdade a “palavra” e, nesse caso, a retórica popularesca é sempre imbatível.

Quando o ex-presidente colocou-se a missão de revelar a “farsa” que foram as acusações e construiu todo um arsenal de narrativas e formas simbólicas para mostrar que tudo não significou corrupção, colocou seu patrimônio ético pessoal em jogo. A questão é que… o jogo ainda continua. Não é a “reabilitação política” de acusados que encerrará a questão. Também não será o resultado do STF que encerrará a questão. Muito ainda sobre o que se escrever sobre o tema. Esse é daqueles temas que não podem ser diluídos tão facilmente, pois será sempre uma boa oportunidade de se discutir a forma como a política é feita em nosso país.

Entrevista: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1804201112.htm

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