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Archive for the ‘Mídia X Política’ Category

09Uma grande base aliada pode ser bem frágil – Observatório da Imprensa, seção “Feitos e Desfeitas”, em 07/06/2011, ed. n. 645;

Novo artigo publicado no Observatório da Imprensa e que trata de uma hipótese acerca das CONDIÇÕES POLÍTICAS QUE GERARAM O MENSALÃO.

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Vai escândalo e vem escândalo político a força da mídia é sempre debatida. No caso Palocci a questão não poderia ficar de lado. Talvez por sua rapidez, tenha ficado mesmo a sensação de que a mídia o derrubou. Mas não acho que seja tão simples assim. Isso seria endossar aquelas teses que falam em “conspirações” e “golpes” da mídia. Na realidade, o que vejo é que a mídia tem tido um papel muito relevante como “ator político”, investigando, debatendo e denunciando. Um ator quase sempre mais forte que a oposição, até mesmo pelo seu alcance e maior legitimidade perante a opinião pública em geral.

No caso Palocci, portanto, a mídia não o derrubou. Ela fez o seu papel. Sim, fez o seu papel, a não ser que queiramos que a mídia seja oficialista e siga a “agenda positiva” dos governos. Então, uma vez que fez o seu papel, o que derrubou Palocci foi o seu próprio “silêncio”, ou melhor, sua incapacidade de falar sem que destruísse a si mesmo. Palocci criou uma situação fatal para si mesmo. Não adianta ninguém querer culpar a mídia por isso, nem que seja para vangloriá-la.

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Os 6 anos do mensalão, suas origens políticas e o modelo que o perpetua.

Dificil pensar e escrever sobre corrupção sem uma forte indignação. Mas, é bom pensar sobre o que existe de fragilidade política nas relações entre o Executivo e o Congresso para não se ficar acreditando que tudo é culpa da “mídia” ou de “políticos inescrupulosos”. Talvez nós também tenhamos alguma culpa no cartório. Clique no link acima para ler.

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É claro que todo governante ou político fala em defesa da “liberdade de imprensa”. Parece ser um tema consensual. Mas, isso, quase sempre, só no discurso. No cotidiano as coisas não são tão simples assim, e o que se vê é a proliferação de rusgas as mais diversas. Um claro exemplo disto percebi hoje ao ler a Folha.

De acordo com uma pequena nota de Lucas Ferraz (“Cardozo vê ‘muita fumaça e pouca fagulha'” – http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po3105201105.htm), enviado especial a Montevidéu, alguns integrantes da comitiva presidencial se irritaram diante de perguntas sobre o caso Palocci. Mas, o exemplo que gostaria de enfatizar está na resposta do Ministro das Comunicações Paulo Bernardo. Ele teria dito: Já que a agenda de voces é essa, eu não falo.

É evidente que o Ministro tem o direito de se pronunciar ou não. Mas a sua frase é muito reveladora de como pode ser tensa a relação entre a mídia e o poder. Mas, não quero dizer que esta “tensão” é negativa. Pelo contrário, é expressão de que existe uma possibilidade de contraditório.

O Ministro até poderia ter razão caso se tratasse de tema irrelevante e intempestivo. Mas, o caso Palocci já é coisa do “passado”? Já se tornou “irrelevante”? O Ministro, portanto, revela um aspecto sombrio da face do poder quando coloca um muro entre a sua fala e uma suposta agenda da mídia. Será que só é possível ao poder e ao governante “falar” a partir de sua própria pauta? Ele, como um representante público não está sujeito a questionamentos?

Que comportamento midiático é esse que o governante quer? O ex-presidente Lula quando insistiu que a atual presidente Dilma partisse para uma “agenda positiva” em meio ao caso Palocci estava corretíssimo. Aliás, ele já eria feito o mesmo quando das denúncias iniciais do mensalão, momento em que teria partido para encontros com personalidades e celebridades. Mas, o que significa uma “agenda positiva”?

Significa justamente escapar à temida “agenda da mídia”, essa mesma “agenda” de que fala o Ministro Paulo Bernardo. O que temos aí, então, é que entre a mídia e a política e, mais especificamente, o poder, existe uma tensão sim. Mas, uma tensão que é benéfica à esfera pública como um todo, pois nos impede cair em situações de formalismo governamental. Alguns políticos e governantes devem odiar, mas é assim que deve ser.

Não podemos esuecer que essa “tensão” entre “agendas” distintas nada mais é do que expressão das disputas simbólicas pela hegemonia explicativa de determinados assuntos públicos. Desejar, então, uma imprensa servil é a mais clara expressão do desejo de não conviver com a crítica. Em suma, um desejo nada democrático.

Claro que a “agenda” da mídia pode ser mais ou menos constrangedora para o poder, mas isso é expressão da luta por hegemonias e, em última instância, expressão de que a opinião pública não se mira exclusivamente no oficialismo das declarações dos governantes. Portanto, o Ministro Paulo Bernardo ficou em dívida com a sua recusa em responder à pergunta do jornalista.

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“O governo não precisa da mídia para criar escândalos… ele já os produz autonomamente” (Luiz Felipe Miguel, UnB, IV Compolítica, UERJ, 14 de abril de 2011).

“Dizer que a imprensa produz escândalos como chantagem ao governo é não reconhecer que existem apelos, feitos pela imprensa, à legitimidade” (Afonso de Albuquerque, UFF, IV Compolítica, UERJ, 14 de abril de 2011).

“Não existe mídia independente… e isso, em si, não é um problema” (Fernando Lattman-Weltman, FGV-RJ, IV Compolítica, UERJ, 14 de abril de 2011).

“Não dá pra fazer jornalismo sem comunicação, como se fosse ‘pura técnica’… ele é produção de sentido” (Fernando Rezende, UFF, IV Compolítica, UERJ, 14 de abril de 2011).

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Fonte: http://www.comunicacaoepolitica.com.br/blog/2011/04/jornalismo-e-objetividade-notas-do-iv-compolitica/

Ver neste site: Balanço do IV Compolítica… sobre jornalismo e objetividade.

Um rápido comentário sobre uma questão que atormenta o jornalismo: assumir-se como local de produção de sentido ou insistir em buscar tornar-se uma técnica que acredita apoderar-se do “fato” e da “realidade”.

Clique no link acima, leia e comente.

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A opinião da Folha de S. Paulo na reta final da eleição 2010.

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Mídias Sociais x Revoltas Populares.

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