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Archive for the ‘Psicanálise’ Category

Em matéria de hoje, da Folha de S. Paulo, o Hospital das Clínicas terá primeiro centro de atendimento a pessoas dependentes de celular no próximo semestre. A ideia de ver o aparelho como um “pedaço do corpo”, só teria se intensificado com a proliferação dos smartphones e suas dezenas de aplicativos e atrativos.

Não á toa o campo Psi (psicanálise, psicologia e psiquiatria) voltam cada vez mais o olhar para esta nova forma de “dependência” ou, no mínimo, como cita Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, uma “relação absurdamente descontrolada”.

Para alguns parece não haver vida sem o celular a seu alcance. Mas, pior que isso, se conseguimos ficar sem ele, somos permanentemente cobrados por isso. Quem já não se pegou experimentando alguma dose de angústia por estar sem o aparelhinho?

Assim, como vivemos um tempo especialíssimo no sentido de se nomear novas síndromes e novas formas de angústia, alguns chamam a isto de nomofobia. O nome deriva da expressão inglesa “no mobile” (sem celular) e estaria marcada pelos sinais clássicos da angústia (palpitação, desconforto, pânico, etc.).

Trata-se de uma angústia causada pelo fato de estar “desconectado”, ou seja, sem o aparelho celular, ou, como na maioria dos casos, “os aparelhos celulares”. Sem dúvida, é mais uma variação de comportamento patológico trazida pelas novas tecnologias.

O medo de “estar só”, de “não poder pedir ajuda”, de “não ser facilmente localizado”, me parece está na base desta angústia que, no cotidiano, realmente, produz momentos de pânico.

Como uma teimosa defesa contra esta situação de dependência, sempre digo e enfatizo, relembrando uma propaganda de um tempinho atrás: “não sou um ligador…sou um recebedor”.

Mas, isto não basta. É preciso muito mais para colocarmos essas tecnologias a nosso serviço, sem sofrimentos, e não nos escravizarmos, ou nos tornarmos dependentes delas.

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Texto Freudiano. Click neste link para ler: Resenha de Hipnotismo, de August Forel (Freud, 1889).

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Observação de um caso grave de Hemianestesia em um homem histérico (Freud, 1886).

Texto Freudiano

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Prefácio à tradução das Conferências sobre as doenças do sistema nervoso, de Charcot (Freud, 1886).

Texto freudiano

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Relatório sobre meus estudos em Paris e Berlim (Freud, 1886).

Texto freudiano.

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“Depois de Partir” e o fim do medo… da morte.

Um filme simples… e justamente por isso muito interessante. É so clicar no link e ler meus comentários.

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A primeira vista é por demais forte a imagem da errância no psicótico. Parece que é a errância que lhe define. Mas, por que não buscar um “fio da meada”? Nem a errância deixa de ser o que melhor lhe define, nem o fio da meada é uma impossibilidade, mas, não parece um paradoxo? Como buscar um fio da meada em uma situação de errância?

É muito comum a muitos analistas a atitude de tratar o psicótico com “doses” de racionalidade, explicando-lhe demais. Por que não deixar que ele fale, que ele explique? Só assim, me parece, há uma diminuição da sua resistência em entender a si mesmo. O fio da meada, então, está na postura do analista, no seu desejo.

Um desejo de escuta que só reforça a confiança por parte do paciente para que, a partir daí surjam possibilidades de se usar esse “fio” para se tentar costurar alguns dos muitos buracos abertos no paciente. É assim que se pode, através do nosso desejo, realizarmos a função de linha e agulha a tecer uma mínima rede no paciente. Uma rede que lhe possibilita, minimamente, uma integração.

A clínica do psicótico, sem dúvida alguma, não é nem um pouco fácil, coloca o analista diante de seus mais terríveis pesadelos. E é neste contexto que o desejo do analista tem que sobressair, como uma fortaleza onde o psicótico se apoiará.

O texto parece estar muito “profissional”, mas a lição que fica é a de que mesmo nos delírios mais fortes, nas esquizofrenias, nas paranóis, há uma escuta a ser posta em ação. Por que desistir destes pacientes “difíceis”? É preciso trazê-los para a rede da realidade, por mais que essa seja dolorosa, pois é aqui que ainda está a possibilidade de, mesmo em meio à dor, encontrar a calma, o sossêgo.

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“O Retrato de Dorian Gray” e o princípio do prazer.

Comento a versão mais atual do filme, ainda nos cinemas.

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“Tormentos da alma” e a contratransferência do analista.

Comentários sobre o filme. Clique no link e leia.

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A crise do “indivíduo liberal” e a proposta da Psicanálise (V. Safatle).

Safatle situa a “crise” da Psicanálise em meio ao fracasso de valores contemporâneos e mostra que o sofrimento do “indivíduo liberal” pode estar se dando pela crença exacerbada em valores irrealizáveis. Clique no link acima para ler e comentar.

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