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Posts Tagged ‘Nomofobia’

Em matéria de hoje, da Folha de S. Paulo, o Hospital das Clínicas terá primeiro centro de atendimento a pessoas dependentes de celular no próximo semestre. A ideia de ver o aparelho como um “pedaço do corpo”, só teria se intensificado com a proliferação dos smartphones e suas dezenas de aplicativos e atrativos.

Não á toa o campo Psi (psicanálise, psicologia e psiquiatria) voltam cada vez mais o olhar para esta nova forma de “dependência” ou, no mínimo, como cita Cristiano Nabuco, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, uma “relação absurdamente descontrolada”.

Para alguns parece não haver vida sem o celular a seu alcance. Mas, pior que isso, se conseguimos ficar sem ele, somos permanentemente cobrados por isso. Quem já não se pegou experimentando alguma dose de angústia por estar sem o aparelhinho?

Assim, como vivemos um tempo especialíssimo no sentido de se nomear novas síndromes e novas formas de angústia, alguns chamam a isto de nomofobia. O nome deriva da expressão inglesa “no mobile” (sem celular) e estaria marcada pelos sinais clássicos da angústia (palpitação, desconforto, pânico, etc.).

Trata-se de uma angústia causada pelo fato de estar “desconectado”, ou seja, sem o aparelho celular, ou, como na maioria dos casos, “os aparelhos celulares”. Sem dúvida, é mais uma variação de comportamento patológico trazida pelas novas tecnologias.

O medo de “estar só”, de “não poder pedir ajuda”, de “não ser facilmente localizado”, me parece está na base desta angústia que, no cotidiano, realmente, produz momentos de pânico.

Como uma teimosa defesa contra esta situação de dependência, sempre digo e enfatizo, relembrando uma propaganda de um tempinho atrás: “não sou um ligador…sou um recebedor”.

Mas, isto não basta. É preciso muito mais para colocarmos essas tecnologias a nosso serviço, sem sofrimentos, e não nos escravizarmos, ou nos tornarmos dependentes delas.

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