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Posts Tagged ‘Márcia Tiburi’

Clique neste link para ler: O conteúdo alucinógeno do consumismo (M. Tiburi e C. Dunker).

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Neste domingo li dois rápidos e interessantes artigos sobre o “fim”, do mundo e da vida. Um de Marcelo Gleiser (Folha de S. Paulo) e outro de Márcia Tiburi (Revista CULT).

Não é de hoje que se fala no “fim do mundo”. O que isto significa? Não sou muito apegado a este tipo de leitura por considerá-la carente de qualquer evidência. Então, se não há evidências, como explicar tanta “falação” em torno do assunto?

Gleiser, que escreve relembrando uma palestra de Haque, destaca: Será que o medo do fim reflete um temor de ter desperdiçado a vida? De que ao chegarmos ao fim da linha não teremos nada que nos fará olhar para trás com um senso de realização?

Se assim for, não estamos mais do que revelando nossa própria preocupação, ou insatisfação, com o que estamos fazendo com nossas vidas. Vivemos uma era de superficialidades e, grande parte do tempo é perdido com trivialidades, daí a percepção de uma existência vazia.

São pequenas coisas que dão sentido à vida, mas pequenas coisas às quais damos valor. Mas, ao que estamos dando valor? Ao que todos fazem ao mesmo tempo? Deixamo-nos guiar por uma máquina que nos indica o que consumir e o que descartar. Nada menos autêntico.

É diante de uma situação como esta que Márcia Tiburi nos pergunta: “temos futuro?” Se observarmos a acomodação que a consciência tem hoje em dia com a Indústria da Felicidade (que promove o desejo por marcas e objetos), não temos mesmo. Aliás, quem pensa em futuro, com tanto a consumir no momento presente. Passado e futuro se fundiram no presente, tirando-nos a história e a possibilidade de construir algo mais duradouro. Tudo o que se constrói…se destrói rapidamente para dar lugar a outra coisa.

Discutir, em demasiado, o “fim do mundo”, me parece então revelar nosso temor em morrer sem um claro sentido dado à vida, nosso temor em morrer no vazio existencial promovido pela tentativa de ser feliz a qualquer custo, principalmente pelo “poder de compra”.

A depressão pela impossibilidade de consumir a tudo não é senão a porta de entrada de uma melancolia de uma vida sem sentido. É o que mais enxergo hoje em dia. Não acredito tanto em tantos sorrisos estampados. Me parecem apenas máscaras.

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